A UE como um todo enfrenta o mesmo problema, em maior escala. Em 2025 morreram cerca de 19 500 pessoas nas estradas europeias, uma descida de apenas 2% face a 2024 e de 15% face a 2019. Para acompanhar a trajetória compatível com a meta de 2030, a redução acumulada deveria já ser de, pelo menos, 31%. Cumprir a meta vai exigir, em toda a Europa, um ritmo de redução muito mais acelerado do que o registado nos últimos anos.
O relatório do ETSC PIN 2026 alerta que parte do progresso já alcançado na Europa está agora em risco. Estão em discussão propostas que adiariam por uma década novas regras de segurança para uma categoria de pequenos carros elétricos, dispensariam determinados veículos comerciais elétricos até 4,25 toneladas de limitadores de velocidade e permitiriam a circulação transfronteiriça de camiões mais longos e pesados. As negociações comerciais com os Estados Unidos colocam ainda em cima da mesa o reconhecimento de normas automóveis norte-americanas mais permissivas como equivalentes às da UE.
A própria revisão intercalar da Comissão Europeia, divulgada em fevereiro de 2026, reconhece que o ritmo de progresso é insuficiente e que o conjunto de instrumentos hoje disponíveis pode não estar à altura dos desafios que faltam.
